Segurança, normas e certificação: o que não pode faltar na sua instalação fotovoltaica

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A energia solar cresceu rápido e, junto com ela, aumentou a cobrança por qualidade, segurança e conformidade em cada instalação fotovoltaica. Isso não é burocracia: seguir normas e processos certos evita retrabalho, reduz riscos elétricos, melhora o desempenho do sistema e facilita a aprovação em inspeções e auditorias.

Neste guia, você vai entender quais normas e certificações mais importam, como elas se conectam com o dia a dia da obra e quais boas práticas ajudam seu projeto a “passar de primeira”.

Por que normas e certificação fazem tanta diferença na instalação fotovoltaica?

Uma instalação fotovoltaica envolve corrente contínua (CC) em níveis elevados, conversão para corrente alternada (CA), proteção contra surtos, aterramento, conexões expostas ao tempo e, muitas vezes, acesso a telhados e áreas externas. Ou seja: é um sistema elétrico exigente.

Seguir normas e boas práticas ajuda você a:

  • Reduzir riscos de choque elétrico, arco elétrico e incêndio
  • Evitar perdas de geração (sombras, conexões ruins, aquecimento, incompatibilidades)
  • Facilitar aceitação pela distribuidora/inspeção (documentação e testes)
  • Aumentar a vida útil do sistema (instalação bem-feita dá menos manutenção)
  • Ganhar credibilidade (cliente percebe profissionalismo)

E tem um ponto essencial: no Brasil, segurança do trabalho é assunto sério e regras como a NR-10 existem justamente para definir requisitos mínimos e condições de segurança em instalações e serviços com eletricidade. 

Quais normas e referências costumam orientar uma instalação fotovoltaica?

1) Brasil: segurança e requisitos técnicos (o “básico bem feito”)

No contexto brasileiro, é comum encontrar referências a normas técnicas ABNT e exigências regulatórias/avaliativas para equipamentos do setor. Exemplos frequentes:

  • NR-10: estabelece requisitos e condições mínimas para medidas de controle e sistemas preventivos, visando segurança e saúde em instalações elétricas e serviços com eletricidade. 
  • ABNT NBR 16690 (arranjos fotovoltaicos): aborda requisitos de projeto e segurança em instalações elétricas de arranjos FV (condutores, proteção, manobra, aterramento/equipotencialização etc.). 
  • Regras INMETRO / avaliação da conformidade: existe regulamentação e requisitos de avaliação de conformidade para equipamentos de geração/condicionamento e outros ligados ao setor fotovoltaico. 

Não basta “funcionar”. Precisa estar conforme, com proteções corretas, documentação e equipamentos adequados.

2) Referências internacionais (úteis para entender o “padrão de mercado”)

  • NEC (National Electrical Code), com artigo específico para sistemas FV (Art. 690), cobrindo fiação, proteção de sobrecorrente, desconexão, aterramento etc. 
  • UL (Underwriters Laboratories) como referência de listagens de segurança para equipamentos. 
  • IEEE com padrões e diretrizes (ex.: IEEE 929 citado no texto-base, relacionado a requisitos de operação/segurança para sistemas conectados à rede). 
  • NABCEP (certificação profissional muito reconhecida na América do Norte). 

Mesmo que a obra seja no Brasil, essas referências ajudam a entender critérios de segurança e documentação que o mercado considera “estado da arte”. O segredo é adaptar para o que vale aqui.

Certificação e qualificação: o que o cliente e o mercado esperam (de verdade)

Quando um cliente pergunta “tem certificação?”, muitas vezes ele está perguntando duas coisas ao mesmo tempo:

  • O equipamento é confiável e conforme?
  • Quem instalou tem qualificação para garantir segurança e desempenho?

No lado profissional, a NR-10 costuma entrar como requisito-chave em ambientes e atividades com eletricidade, porque trata diretamente de segurança e procedimentos. 

No lado do equipamento, as exigências e regras de conformidade (como as do INMETRO no ecossistema FV) reforçam a necessidade de trabalhar com produtos adequados e documentação organizada. 

O que normalmente “derruba” uma instalação fotovoltaica em inspeções e auditorias?

Aqui vão os erros mais comuns (e como pensar para evitar):

1) Documentação fraca (ou inexistente)

  • Diagrama unifilar desatualizado
  • Lista de materiais sem especificação clara
  • Sem registro de testes de comissionamento
  • Sem identificação de circuitos/strings (ou identificação confusa)

Como corrigir: trate documentação como parte do produto final. Se o cliente não consegue entender o sistema, alguém vai sofrer na manutenção depois (e esse alguém geralmente é você).

2) Proteção mal dimensionada

  • Dispositivos de proteção que não “conversam” com o sistema
  • Falta de proteção contra surtos onde deveria existir
  • Aterramento/equipotencialização negligenciados

Como corrigir: volte ao princípio: proteção existe para reduzir risco e dano, não para “passar na vistoria”.

3) Conexões e crimpagens ruins

  • Conector mal encaixado
  • Cabo inadequado
  • Torque fora do padrão
  • Oxidação por exposição e vedação ruim

Como corrigir: checklist de montagem + inspeção visual + medições elétricas (não confie só “no olho”).

Boas práticas que deixam sua instalação fotovoltaica mais confiável (e com menos retrabalho)

Trabalhe com uma lógica de “camadas de verificação”

Projeto (dimensionamento, layout, proteções, diagramas)

Montagem (mecânica + elétrica com padrões repetíveis)

Comissionamento (testes e registros)

Entrega (documentação final + orientação ao cliente)

Manutenção (inspeções periódicas e histórico)

Faça do comissionamento um ritual (não um improviso)

Mesmo quando o sistema liga e gera, isso não prova que está “no ponto ideal”. Comissionar é validar:

  • tensão/corrente por string (quando aplicável)
  • continuidade e conexões
  • comportamento do inversor/conversão
  • identificação e organização elétrica
  • eventuais anomalias de aquecimento (termografia ajuda muito aqui)

Ferramentas que aceleram diagnóstico e aumentam confiança

Na prática, bons profissionais não “adivinham”: medem, registram e comparam.

Alguns exemplos de instrumentos que costumam ser muito úteis em campo e manutenção FV:

  • Ferramentas de inspeção (como termografia, quando aplicável)
  • Soluções de registro e rastreabilidade (para histórico de manutenção)

A OKK tem a linha completa de equipamentos da FLUKE para auxiliar em diagnóstico, segurança e verificação de sistemas, ajudando você a trabalhar com mais precisão e confiança do início ao pós-venda.

Checklist rápido: o que revisar antes de “dar como pronto”

Documentação do projeto atualizada e entregue

Identificação clara de circuitos e strings

Proteções dimensionadas e instaladas corretamente

Aterramento/equipotencialização verificados

Conexões revisadas (torque, vedação, qualidade)

Testes e medições registrados

Orientações ao cliente (uso, limpeza, manutenção e sinais de alerta)

Conclusão

Uma instalação fotovoltaica bem executada não é a que “funciona hoje”, é a que segue normas, tem documentação, passa por testes e continua segura e eficiente com o tempo.

Quando você domina normas e certificação (e transforma isso em processo), você reduz retrabalho, melhora a reputação e entrega um sistema com padrão profissional.

Se você quer elevar o nível das suas inspeções e diagnósticos, fale com a OKK: a empresa trabalha com marcas líderes do mercado, para apoiar desde medições elétricas até rotinas de verificação e manutenção em sistemas fotovoltaicos.

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